Pular para o conteúdo principal

Dr. Halison Vilacorta

O tratamento cirúrgico de varizes bilateral pode aliviar sintomas e tratar veias doentes nas duas pernas. Entenda quando ele é indicado, quais alternativas existem e como se preparar para uma avaliação vascular segura.

Resposta rápida

O tratamento cirúrgico de varizes bilateral é indicado quando há veias varicosas relevantes nas duas pernas, sintomas persistentes ou complicações, especialmente quando medidas conservadoras não controlam o quadro. A decisão depende do exame clínico e do ultrassom Doppler, que mostram quais veias apresentam refluxo e qual técnica é mais adequada. O tratamento pode envolver cirurgia convencional, retirada de veias superficiais ou da safena, espuma guiada, radiofrequência ou laser. No SUS, o procedimento bilateral está previsto na SIGTAP com valor de referência de R$ 833,48, mas esse valor não representa necessariamente o custo particular ao paciente.

Resumo

  • Varizes resultam principalmente de alterações nas válvulas venosas, com influência genética e agravamento por fatores como longos períodos em pé, calor e sedentarismo.
  • Dor, peso, cansaço, inchaço, cãibras, coceira e alterações na pele justificam avaliação com cirurgião vascular.
  • O tratamento começa, em muitos casos, com compressão, exercício, elevação das pernas e cuidados com a pele.
  • A cirurgia bilateral pode ser considerada diante de sintomas importantes, veias maiores ou complicações como sangramento e tromboflebite recorrente.
  • Custo e duração dependem da técnica, da extensão das varizes, do ambiente do procedimento e da cobertura assistencial.
Veias saudáveis e veias varicosas em corte transversal de perna humana

O que são varizes e como se formam?

Varizes são veias superficiais dilatadas, alongadas e tortuosas, mais visíveis nas pernas. Elas aparecem quando o sangue encontra dificuldade para retornar ao coração e ocorre refluxo dentro da veia. Em vez de subir de forma eficiente, parte do sangue volta para baixo, aumentando a pressão no sistema venoso e favorecendo a dilatação progressiva.

As veias das pernas contam com válvulas que funcionam como pequenas portas, ajudando a manter o fluxo em direção ao coração. Quando essas válvulas perdem eficiência, a gravidade passa a exercer maior influência. A musculatura da panturrilha, que normalmente atua como uma bomba durante a caminhada, também pode trabalhar com menos eficiência quando a pessoa permanece muito tempo parada.

A predisposição genética é apontada como o principal fator de risco para o surgimento das varizes. Ter familiares com o problema não significa que a doença será inevitável, mas aumenta a atenção necessária aos primeiros sinais. Gestação, envelhecimento, excesso de tempo em pé, calor, sedentarismo e ganho de peso podem contribuir para o aparecimento ou a progressão do quadro.

As varizes fazem parte de um espectro de doenças venosas. A classificação CEAP, utilizada globalmente desde 1994 e aprimorada com modificações em 2004, organiza a avaliação conforme aspectos clínicos, etiológicos, anatômicos e fisiopatológicos. Na prática, isso ajuda o cirurgião vascular a não olhar apenas para a aparência das veias, mas também para a causa, a distribuição e o impacto funcional da doença.

A prevalência é relevante: estima-se que 30 a 40% da população adulta tenha varizes, e até 6% das pessoas com a condição desenvolvam úlcera em algum momento da vida, segundo Colunistas. Isso não significa que toda pessoa com veias aparentes evoluirá para uma complicação. Significa que sintomas, mudanças na pele e feridas precisam ser avaliados, mesmo quando a queixa começou como preocupação estética.

Pernas com veias varicosas visíveis sob a pele

Quais são os principais sintomas das varizes?

Os sintomas mais comuns incluem dor, sensação de peso, cansaço, cãibras, formigamento e coceira nas pernas. Também pode haver inchaço, especialmente nos tornozelos e nos pés. Muitas pessoas percebem que as queixas ficam mais intensas ao final do dia, após permanecer muito tempo em pé ou durante períodos de calor.

A sensação de peso costuma ser descrita como uma fadiga profunda, que não melhora completamente com uma pausa curta. Algumas pessoas precisam sentar ou elevar as pernas para obter alívio. A melhora ao elevar os membros ocorre porque essa posição facilita o retorno do sangue venoso e reduz a pressão acumulada nas veias.

Além dos sintomas, a pele pode apresentar mudanças. Ressecamento, escurecimento, endurecimento, inflamação e feridas próximas ao tornozelo merecem avaliação médica. Veias que sangram, ficam muito doloridas ou se tornam endurecidas também não devem ser tratadas apenas com medidas caseiras.

Nem toda dor na perna é causada por varizes. Alterações musculares, problemas articulares, doenças arteriais e trombose podem produzir queixas parecidas, mas exigem abordagens diferentes. Por isso, não é adequado decidir por cirurgia somente pela presença de veias visíveis ou pela intensidade subjetiva do desconforto.

A Dr. Halison Vilacorta recomenda que a investigação una escuta clínica, exame físico e avaliação adequada da circulação. O objetivo é entender se os sintomas realmente vêm do sistema venoso e identificar o tratamento mais proporcional ao quadro, sem transformar toda veia aparente em indicação cirúrgica.

Equipamento médico cirúrgico em uma bandeja de metal

Qual o tratamento de varizes?

O tratamento de varizes depende da causa, do calibre e da distribuição das veias, da presença de refluxo e dos sintomas. Em muitos casos, começa com medidas conservadoras; quando há indicação de intervenção, podem ser consideradas espuma guiada por ultrassom, radiofrequência, laser ou cirurgia convencional.

Tratamento conservador

O tratamento conservador é frequentemente a primeira etapa para pessoas com sintomas, especialmente quando não há indicação imediata de procedimento. Ele pode incluir meias elásticas de compressão, exercícios regulares, mudanças de estilo de vida, elevação das pernas e cuidados com a pele. A compressão deve ser orientada por profissional, pois o tipo de meia precisa ser compatível com a circulação arterial e com as características do paciente.

Caminhar ativa a musculatura da panturrilha e pode favorecer o retorno venoso. Alternar períodos em pé ou sentado, evitar longas imobilidades e elevar as pernas ao descansar são medidas simples que ajudam a controlar desconforto e edema. Elas não eliminam uma veia já dilatada, mas podem reduzir a pressão venosa e melhorar a rotina.

Quando a queixa principal é sintomática, alguns pacientes também recebem medicamentos venoativos. Colunistas informa que essas substâncias têm nível de evidência B para melhora dos sintomas, com ações que incluem redução da permeabilidade capilar e efeito anti-inflamatório. A escolha, a dose e a duração devem ser definidas em consulta, sem automedicação.

O tratamento conservador não deve ser visto como uma etapa de menor importância. Ele pode ser suficiente para controlar sintomas em determinados quadros e também pode integrar o preparo ou o acompanhamento depois de um procedimento. Quando há refluxo importante, sangramento, ferida ou progressão das varizes, a avaliação deve avançar para uma análise intervencionista.

Tratamento com espuma guiada com Eco doppler

A escleroterapia com espuma guiada com Eco doppler utiliza uma substância que provoca o fechamento controlado da veia tratada. O ultrassom permite localizar o vaso, acompanhar a aplicação e verificar a distribuição do medicamento. Essa abordagem pode ser útil em diferentes padrões de varizes, mas a indicação depende do exame e da anatomia venosa.

O procedimento costuma ser realizado sem a retirada física da veia. Após a aplicação, a equipe acompanha a resposta do vaso e orienta os cuidados posteriores. A espuma pode tratar veias que alimentam ramos varicosos, embora nem todo padrão seja igualmente adequado para essa técnica.

Os efeitos adversos mais frequentes são flebite e pigmentação cutânea. Cavezzi e Parisi estimam que a pigmentação ocorra em 10% a 30% dos pacientes. Também é importante contextualizar que as complicações graves são raras, ocorrendo em menos de 0,1% dos casos, conforme a informação publicada por Colunistas.

A conversa prévia deve abordar alergias, histórico de trombose, uso de medicamentos, gestação e outras condições relevantes. O acompanhamento clínico e ultrassonográfico ajuda a identificar a resposta ao tratamento e a decidir se será necessário complementar a abordagem.

Tratamento com ablação endovenosa por radiofrequência

A ablação endovenosa por radiofrequência trata uma veia doente por meio de energia térmica. Um cateter é introduzido no interior do vaso com visualização ecográfica, e a radiofrequência aquece a parede venosa. O calor provoca o fechamento progressivo da veia, desviando o fluxo para caminhos venosos funcionais.

A veia não é necessariamente extraída. Conforme a descrição publicada por Colunistas, nos dez a doze meses seguintes ela pode fibrosar completamente e se tornar indetectável ao exame ecográfico. Esse processo explica por que o resultado não deve ser avaliado apenas nos primeiros dias após a intervenção.

A radiofrequência pode ser considerada quando o ultrassom demonstra refluxo em uma veia apropriada para a técnica. O planejamento inclui o trajeto do vaso, a extensão das varizes, a condição da pele e a necessidade de tratar ramos superficiais associados. Em alguns casos, o médico combina a ablação com outra abordagem para tratar veias que permanecem visíveis.

A recuperação e as orientações variam conforme a extensão do tratamento e as condições clínicas. Caminhadas, compressão e retorno programado podem fazer parte do cuidado, sempre de acordo com a orientação da equipe responsável.

Tratamento com laser

O laser pode ser utilizado para tratar varizes por energia térmica, em uma abordagem endovenosa ou em aplicações direcionadas a vasos selecionados. Assim como na radiofrequência, a avaliação com ultrassom é importante para localizar a veia, compreender o refluxo e escolher o trajeto de tratamento.

Colunistas descreve o uso de equipamentos de laser de diodo com comprimentos de onda de 810 nm e 980 nm, potência óptica de 15 W e modo de operação pulsado. Esses parâmetros são informações técnicas do equipamento e não devem ser interpretados como uma receita universal. O profissional ajusta a estratégia à veia, à pele e ao objetivo clínico.

A principal diferença prática entre as técnicas está na forma de entrega da energia, no tipo de vaso tratado e na experiência da equipe com cada método. O paciente não deve escolher apenas pelo nome da tecnologia ou por uma promessa de recuperação rápida. A melhor decisão é aquela sustentada por diagnóstico, segurança e adequação ao padrão venoso.

Para aprofundar as diferenças entre abordagens, é útil conhecer as opções para remover varizes e os cuidados esperados depois de uma intervenção. O foco deve permanecer no tratamento da origem do refluxo e no controle das veias doentes, não apenas na aparência imediata da pele.

Pernas de paciente sendo preparadas para cirurgia de varizes

Quando é indicado o tratamento cirúrgico de varizes bilateral?

O tratamento cirúrgico de varizes bilateral é indicado quando as duas pernas apresentam doença venosa com sintomas relevantes, veias de maior calibre, refluxo significativo ou complicações, especialmente quando o tratamento conservador não foi suficiente.

A indicação não é feita apenas porque as varizes aparecem nas duas pernas. O médico precisa confirmar que há doença venosa tratável, avaliar a intensidade dos sintomas e verificar se o benefício esperado supera os riscos do procedimento. O ultrassom com Doppler costuma ser essencial para mapear as veias, identificar refluxos e planejar a técnica.

Uma consulta técnica do TRF2 cita como principais indicações varizes com diâmetro superior a 4 mm, dor, fadiga, edema e sensação de peso nas pernas, além de complicações prévias como tromboflebite superficial recorrente e sangramento. Esses critérios ajudam a organizar a decisão, mas não substituem a análise individual do exame e do estado geral de saúde.

A cirurgia bilateral pode envolver a retirada de veias varicosas superficiais das duas pernas, associada ou não à retirada da veia safena. No SUS, existe o procedimento denominado tratamento cirúrgico de varizes bilateral, com código 04.06.02.056-6, descrito pelo TRF2. A existência do código não significa que toda pessoa com varizes será automaticamente encaminhada para cirurgia.

Também é importante diferenciar indicação eletiva de urgência. Uma nota técnica do NATJus reconheceu elementos técnicos suficientes para indicar tratamento cirúrgico em um caso analisado, mas não para realizá-lo em caráter de urgência. Na maioria das situações, o planejamento permite investigar com cuidado, controlar condições clínicas e escolher o ambiente apropriado.

O paciente deve informar doenças anteriores, uso de anticoagulantes, alergias, cirurgias prévias, histórico de trombose e limitações de mobilidade. Também deve compreender que o tratamento elimina ou fecha veias doentes, mas não apaga a predisposição venosa. A literatura médica citada por Colunistas registra taxas de recidiva entre 7 e 65% em cinco anos após procedimentos cirúrgicos, uma faixa ampla que reflete diferenças entre pacientes, técnicas e critérios de acompanhamento.

A avaliação com o Dr. Halison Vilacorta é voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças vasculares. Na consulta, a prioridade é esclarecer se a cirurgia bilateral é realmente a opção mais apropriada ou se outra estratégia oferece melhor equilíbrio entre segurança, sintomas e recuperação.

Sinais como sangramento ativo, dor súbita intensa, aumento rápido do inchaço de uma perna, falta de ar ou dor no peito exigem atendimento médico imediato. Eles não devem ser tratados como uma simples programação de cirurgia de varizes.

Cédulas de dinheiro empilhadas e moedas em cima de uma mesa

Quanto custa uma cirurgia de varizes bilateral?

No SUS, a Tabela SIGTAP atribui ao tratamento cirúrgico de varizes bilateral dos membros inferiores o valor de referência de R$ 833,48. No atendimento particular, o preço não é definido por esse valor e precisa ser calculado após a avaliação médica e hospitalar.

O custo de uma cirurgia bilateral pode incluir consulta, ultrassom Doppler, honorários médicos, equipe anestésica, hospital, materiais, medicamentos, compressão e acompanhamento. A técnica escolhida também pesa no orçamento: cirurgia convencional, espuma, radiofrequência e laser podem envolver estruturas, equipamentos e tempos assistenciais diferentes.

O valor de R$ 833,48 aparece associado ao procedimento do SUS em uma nota técnica do NATJus, com base na Tabela SIGTAP. Trata-se de uma referência de financiamento público, não de uma tabela universal para clínicas particulares nem de uma promessa de preço ao paciente.

A extensão da doença é outro fator relevante. Varizes em ambas as pernas podem exigir tratamento de diferentes trajetos venosos, e a necessidade de abordar a safena ou muitos ramos superficiais pode alterar o planejamento. O tipo de anestesia e o local definido para o procedimento também interferem na composição do custo.

Antes de comparar orçamentos, confirme o que está incluído. Um orçamento claro deve informar a técnica proposta, o ambiente de realização, os profissionais envolvidos, os exames necessários e o acompanhamento. Desconfie de decisões baseadas apenas no menor preço, sobretudo quando ainda não houve mapeamento venoso.

Para quem utiliza o SUS, o código 0406020566 aparece no Distrito Federal como tratamento cirúrgico de varizes bilateral. O fluxo de encaminhamento, a avaliação de gravidade e a disponibilidade do serviço dependem da rede pública local. O paciente deve buscar orientação na unidade de saúde responsável pelo seu acompanhamento.

No particular, o caminho mais seguro é realizar uma consulta vascular antes de solicitar um valor definitivo. O orçamento precisa corresponder ao diagnóstico e não apenas ao nome da cirurgia. Assim, a pessoa entende o que está sendo proposto e evita pagar por uma abordagem que não trata a origem do problema.

Relógio de pulso mostrando a passagem do tempo

Quanto tempo dura uma cirurgia de varizes bilateral?

A duração de uma cirurgia de varizes bilateral depende da quantidade de veias, da necessidade de tratar a safena, da técnica escolhida e da organização do procedimento. A flebectomia ambulatorial pode durar de 30 minutos a 5 horas, conforme a quantidade de varizes.

Não existe um tempo único para todos os casos. Um quadro com poucos ramos superficiais pode ser resolvido em uma intervenção mais curta, enquanto muitas varizes, refluxo em veias principais ou tratamento combinado exigem planejamento mais longo. O período informado ao paciente também pode incluir preparo, anestesia, recuperação e observação, não apenas o tempo de atuação sobre as veias.

Uma fonte médica brasileira publicada na SciELO descreve a variação de 30 minutos a 5 horas para flebectomia ambulatorial, dependendo do número de varizes. A amplitude demonstra por que não é seguro calcular a duração apenas pela palavra bilateral. Duas pernas não necessariamente apresentam a mesma quantidade de vasos ou a mesma complexidade anatômica.

Antes do procedimento, a equipe orienta sobre jejum, medicamentos, acompanhante, roupas adequadas e retorno para casa, conforme a técnica e o local escolhidos. Depois, podem ser indicadas caminhada, compressão e cuidados com pequenas incisões ou áreas tratadas. O tempo de recuperação funcional é diferente do tempo de sala e deve ser explicado na consulta.

A duração planejada pode mudar se o ultrassom mostrar um trajeto venoso diferente do esperado ou se for necessário priorizar segurança. Por isso, o paciente deve perguntar qual técnica será usada, se as duas pernas serão abordadas na mesma sessão e quais atividades serão liberadas no pós-operatório.

O próximo passo é levar exames anteriores e uma lista de medicamentos à consulta vascular. Com o mapeamento correto, o Dr. Halison Vilacorta pode discutir a indicação, esclarecer o tempo provável do procedimento e orientar a preparação de acordo com o quadro clínico.

  • Aliviar peso, dor ou inchaço sem fazer procedimento imediato → Converse sobre compressão, exercício, elevação das pernas, cuidados com a pele e investigação vascular.
  • Tratar varizes visíveis com refluxo identificado no exame → Avalie com o cirurgião vascular se espuma, radiofrequência, laser ou cirurgia convencional é mais adequada.
  • Saber se a cirurgia bilateral é realmente necessária → Faça exame clínico e ultrassom Doppler das pernas antes de decidir.
  • Entender o preço do procedimento → Solicite um orçamento detalhado somente depois de definir diagnóstico, técnica, ambiente e itens incluídos.
  • Planejar o dia da intervenção → Pergunte sobre duração provável, anestesia, acompanhante, recuperação e liberação para atividades.
  • Pessoa com sintomas leves e sem complicações: Começar avaliação vascular e medidas conservadoras, acompanhando a evolução.
  • Pessoa com dor, peso, edema ou fadiga persistentes: Realizar mapeamento com Doppler para verificar refluxo e discutir tratamento intervencionista.
  • Pessoa com varizes calibrosas, sangramento ou tromboflebite recorrente: Buscar consulta vascular prioritária para avaliar indicação de procedimento.
  • Pessoa com varizes relevantes nas duas pernas: Investigar cada membro separadamente e definir se o tratamento bilateral será feito na mesma sessão ou em etapas.

Leia também

Perguntas frequentes

Varizes nas duas pernas sempre exigem cirurgia bilateral?

Não. A presença de varizes nos dois membros não determina, sozinha, uma cirurgia. A indicação depende dos sintomas, do refluxo identificado no ultrassom, do calibre das veias, das complicações e da resposta ao tratamento conservador.

Qual exame costuma ser usado antes da cirurgia de varizes?

O ultrassom com Doppler, também chamado Eco doppler, ajuda a mapear as veias, localizar refluxos e definir se a melhor opção é cirurgia, espuma, radiofrequência, laser ou tratamento conservador.

Meias de compressão curam as varizes?

As meias podem aliviar sintomas e controlar edema, mas não costumam eliminar veias já dilatadas. Seu uso deve ser orientado por profissional, especialmente quando existem dúvidas sobre a circulação arterial.

A cirurgia bilateral retira a veia safena?

Pode retirar a safena, mas isso não ocorre em todos os casos. O procedimento do SUS prevê a retirada de veias varicosas superficiais associada ou não à retirada da safena. A decisão depende do mapeamento venoso.

A espuma guiada com Eco doppler é uma cirurgia?

É um tratamento intervencionista, geralmente menos invasivo do que a cirurgia convencional, que utiliza espuma e ultrassom para fechar a veia doente. A indicação e o acompanhamento dependem da anatomia e das condições clínicas.

O tratamento de varizes pode voltar depois da cirurgia?

Pode haver recidiva, porque a predisposição venosa permanece e novas veias podem adoecer. A literatura citada no artigo registra uma faixa de 7 a 65% em cinco anos, com variação entre técnicas e perfis de pacientes.

O valor do SUS é o mesmo de uma cirurgia particular?

Não necessariamente. O valor de R$ 833,48 é uma referência da Tabela SIGTAP para o procedimento bilateral no SUS. No particular, o preço depende da técnica, do hospital, dos honorários, dos materiais e da extensão do tratamento.

Quando as varizes exigem atendimento imediato?

Sangramento ativo, dor súbita intensa, inchaço rápido de uma perna, falta de ar ou dor no peito exigem atendimento imediato. Esses sinais podem indicar situações que não devem aguardar uma consulta eletiva.

Glossário

Varizes: Veias superficiais dilatadas, alongadas e tortuosas, geralmente nas pernas, associadas a alterações no retorno venoso.

Refluxo venoso: Fluxo de sangue no sentido contrário ao adequado dentro da veia, geralmente relacionado à falha das válvulas venosas.

Eco doppler: Ultrassom que mostra a anatomia das veias e avalia a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo.

Ablação endovenosa: Técnica que fecha uma veia doente por energia térmica aplicada dentro do vaso, sem necessariamente removê-lo.

Flebectomia: Retirada de ramos varicosos superficiais por pequenas incisões, conforme a extensão e a localização das veias.

Classificação CEAP: Sistema que organiza as doenças venosas por aspectos clínicos, etiológicos, anatômicos e fisiopatológicos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *